Fertilidade

Estima-se que 15-20% da população mundial em idade reprodutiva sofra de infertilidade. Neste contexto criámos o programa Fertile Body, um programa inovador e personalizado, que tem como objectivo ajudar os casais a engravidar e a levar a gravidez a termo. O programa apresenta as melhores soluções de tratamento para as condições diagnosticadas e auxilia nos tratamentos de Reprodução Medicamente Assistida (FIV, ICSI, IIU), aumentando assim as probabilidades de sucesso destes.

 

Segundo a OMS 2009, infertilidade é definida como a incapacidade de um casal em idade reprodutiva alcançar uma gravidez clínica, após 12 meses de relações sexuais regulares, sem protecção contraceptiva. Consideram-se estes dados se a mulher apresentar idade inferior a 35 anos. A prevalência da infertilidade conjugal é semelhante em todo o mundo, cerca de 15-20% na população em idade reprodutiva. A taxa de infertilidade masculina é similar à taxa de infertilidade feminina. Em média, 42% das mulheres em países desenvolvidos procuram aconselhamento médico e 22.4% recorrem a tratamentos de fertilidade.

 

A infertilidade é uma doença multifactorial, com muitas causas e muitas abordagens de tratamento. Por esse motivo não deverá haver uma solução única, mas sim o esforço combinado de paciente, médico e terapeuta.

As causas médicas mais comuns de infertilidade feminina são:

  • 20-32% transtornos ovulatórios, entre eles Síndrome Ovários Poliquisticos (SOP)
  • 14-26% obstrução das trompas
  • 5-6% endometriose
  • 59% causa inexplicada

Fertile Body

O Programa Fertile Body é um programa único, orientado para a condição de cada casal/indivíduo e está delineado para disponibilizar planos de redução de stress, acupuntura e nutrição funcional e tratamentos orientados para as causas de infertilidade detectadas. Entre elas:

SOP (Síndrome do Ovário Poliquistico)

Síndrome do Ovário Poliquistico (SOP), também conhecido por Anovulação Hiperandrogénica, é um dos desequilíbrios mais comuns em Ginecologia, e nem sempre tem os mesmos sintomas. É diagnosticada com base numa série de critérios mas o principal baseia-se na falha de ovulação com regularidade, sendo por isso uma das maiores causas de infertilidade. Paralelamente pode haver elevados níveis de androgénios ou de hormonas masculinas.

Não existe propiamente um teste que diagnostique o SOP, mas existem sinais característicos da doença. Para que seja diagnosticado Síndrome do Ovário Poliquistico (SOP) a mulher deve manifestar dois destes três sinais, segundo os Critérios de Roterdão:

  • Amenorreia (falha do período menstrual), Oligomenorreia (período menstrual pouco frequente), ou Anovulação (falha regular da ovulação)
  • Hiperandrogenia ou hiperandroginismo (excesso de hormonas masculinas)
  • Identificação dos quistos através de exame de imagem, pelos muitos folículos que crescem mas não originam ovulação.

Sintomas comuns no Síndrome do Ovário Poliquístico podem ser:

  • Dificuldade em engravidar ou manter a gravidez
  • Ausência de menstruação ou menstruações atrasadas (ciclos longos)
  • Acne
  • Excesso de pelo no corpo ou face (hirsutismo)
  • Queda de cabelo ou calvície masculina
  • Excesso de peso
  • Marcas na pele
  • Depressão ou ansiedade

Muitas mulheres com SOP não apresentam os sintomas comuns e podem ser diagnosticadas com infertilidade inexplicada. Neste caso averiguamos a causa da irregularidade menstrual recorrendo a testes e descartando a hipótese de estar associada a SOP.

Endometriose

Segundo a “American Society for Reprodutive Medicine” a Endometriose é uma condição comum que afeta mulheres durante a sua fase reprodutiva. Ocorre quando as células que compõem o endométrio se implantam fora da cavidade uterina, e se ligam a outros órgãos (peritoneu, ovários, bexiga, intestinos, diafragma, etc.) começando a crescer. Este tecido endometrial deslocado provoca irritação na pélvis podendo levar a dor e infertilidade.

Os locais mais comuns para a ocorrência são o útero (adenomiose) e os ovários (quando se formam quistos denominados endometriomas ou quistos de chocolate). Os casos mais graves são os que levam a pneumotórax ou derrame pleural nas formas pulmonares de endometriose. Os especialistas ainda não chegaram a conclusões sobre quais as causas que determinam a doença. A gravidade e o progresso da endometriose é altamente imprevisível. Estima-se que que acima de 10% das mulheres em idade reprodutiva (entre 20 e 40 anos) sejam portadoras da doença. A endometriose pode afetar mulheres que tenham sido mães e pode ocorrer desde a adolescência até à idade adulta. A endometriose pode ser encontrada em 24-50% dos casos de infertilidade e em mais de 20% mulheres que tenham queixa de dor pélvica crónica. De acordo com as estatísticas cientificamente comprovadas, o tempo médio para o diagnóstico da doença varia entre 8 a 11 anos e o número médio de médicos visitados é aproximadamente 7. Fonte: endometriosis.org

 

SINTOMAS

 

O maior sintoma da Endometriose é a Dor. Apresenta-se sob diversas formas, dependendo da extensão e da localização da doença:

  • Menstruação dolorosa (dismenorreia), com coágulos, e com ciclos anormalmente longos ou irregulares.
  • Cólicas intensas sobretudo durante a menstruação. Com alterações do trânsito intestinal, especialmente diarreia, e menos frequentemente obstipação.
  • Dor no acto sexual (dispareunia), profunda e muito intensa no caso de endometriose recto-vaginal.
  • Dor durante a evacuação ou a micção (disúria).
  • Dor pélvica.
  • Dor lombar.

Outros sintomas que podem estar associados:

  • Menstruações abundantes (menorragias), especialmente associadas à adenomiose.
  • Ovários inchados.
  • Distensão abdominal.
  • Fadiga
  • Depressão

 

CAUSAS DA ENDOMETRIOSE

 

Muitas são as teorias para a causa da endometriose, no entanto ainda não se encontrou a verdadeira causa nem se conseguiu explicar o porquê de tal acontecimento. Existem portanto diferentes factores que podem levar à endometrioses, na visão da Medicina Convencional.

– Predisposição genética

A endometriose tem uma grande componente genética. As hipóteses aumentam em 8-10% pelo simples facto de haver um familiar com o mesmo problema (mãe ou irmã).

– Teoria do fluxo menstrual retrógrado

O fluxo menstrual flui em direção às trompas de falópio e entra na cavidade pélvica. Esta teoria está a decair pois quase todas as mulheres apresentam menstruação retrograda e apenas 10% desenvolve endometriose.

– Baixa progesterona e predomínio do estrogénio

A dominância/predomínio do estrogénio e a deficiência de progesterona (hormonas reprodutivas femininas) têm sido associados ao desenvolvimento da endometriose. O estrogénio estimula fortemente o seu desenvolvimento mas não é a causa.

– Factores Imunológicos

O sistema imunitário pode ser o responsável pela inflamação das lesões e promover o seu crescimento. Havendo portanto a ideia de que a endometriose é causada por uma disfunção do sistema imunitário, e muitos estudo a caracterizam por uma doença auto-imune.

– Stress Oxidativo

A endometriose está ainda relacionada com problemas digestivos. Acima de 90% das portadoras de endometriose experienciam sintomas no intestino. Ao mesmo tempo problemas digestivos podem piorar a endometriose.

A endometriose é primariamente uma doença inflamatória, não uma condição hormonal.

Baixa Reserva Ovárica / Qualidade dos Óvulos

A fraca qualidade dos óvulos é muitas vezes um factor de infertilidade, primeiro porque pode não ocorrer gravidez ou porque esta pode não ser evolutiva.

Durante o ciclo de um ano de vida de um folículo (contendo um óvulo), há um período de tempo em que certos fatores podem afectar a saúde dos óvulos que se preparam para a ovulação. Estima-se um tempo crítico de 90 dias antes da ovulação, pelo que qualquer alteração que se faça no organismo (boa ou má) terá implicação na qualidade desses mesmos óvulos. O que significa também que os tratamentos efectuados no sentido de melhorar a qualidade dos óvulos nunca poderão ter uma duração inferior a três meses.

 

Como podemos ajudar

Adoptar uma dieta adequada será sempre o primeiro passo. Reduzir os níveis de stress e ansiedade será outra medida a adoptar, recorrendo a técnicas de Medicina Natural e Acupunctura.

 

O stress oxidativo é um dos factores que leva a um envelhecimento acelerados dos seus óvulos. Uma dieta rica em anti-oxidantes será uma poderosa arma contra esse envelhecimento. Frutas e vegetais coloridos, como arandos, mirtilos, ameixas, ervilhas, beterraba, brócolos e cenouras são particularmente ricos em antioxidantes, tais como os polifenóis.

Reduzir a ingestão de calorias e permanecer com um peso saudável é uma das estratégias antienvelhecimento mais potentes e é fundamental para a fertilidade. Um estudo recente mostrou que a fertilidade melhorou e os abortos espontâneos diminuíram quando mulheres obesas perderam peso.

 

O stress é outro fator que acelera o relógio biológico. As hormonas do stress, como o cortisol, causam danos no organismo, interferem nos níveis de insulina, provocam aumento de peso, criam inflamação e danificam o ADN. O stress afeta directamente o Eixo Hipotálamo-Pituitária-Ovário (HPO) que regula as hormonas da fertilidade.

FSH elevado

Infertilidade masculina

Obstrução de trompas

Das inúmeras causas de infertilidade, a Obstruçao das Trompas é frequentemente o motivo pelo qual muitas mulheres fica impossibilitada de conceber. As Trompas de Falópio são as vias pelas quais os óvulos seguem até ao útero, vias essas que muitas vezes estão bloqueadas ou até mesmo danificadas.

Em raros casos a trompas podem estar bloqueadas desde o nascimento.

Atualmente 25% das causas da infertilidade feminina estão ligadas às Trompas de Falópio.

 

Condições comuns que podem causar o bloqueio das trompas são:

Endometriose

Doença inflamatória pélvica

Doenças sexualmente transmissíveis (ex: clamídia, gonorreia)

Miomas uterinos

Gravidez ectópica

Complicações de cirurgias como por exemplo cesariana

 

Todas estas condições podem causar obstrução nas trompas, havendo a possibilidade de existirem aderências, cicatrizes, tumores ou pólipos formados dentro do tubo. As trompas de Falópio também podem ficar aderidas a outras partes do corpo: a bexiga, os ovários, o útero, etc.

 

Estudos demonstraram que níveis baixos de progesterona, tabagismo e uso de medicamentos de fertilidade podem alterar o funcionamento das Trompas de Falópio, o que aumenta o risco de gravidez ectópica.

 

Dependendo da causa conhecida e da dimensão do problema, a Medicina Natural pode ajudar ao desbloqueio das trompas, seja através de massagem, fitoterapia, ou acupunctura. Nestes casos a Fitoterapia é uma grande aliada.

As condições da mulher devem ser observadas desde a adolescência, idade ideal para iniciar tratamentos, evitando mais tarde problemas de infertilidade.

Aborto de Repitição

Aborto de Repetição ou Gravidez não evolutiva é muitas vezes definido como duas ou mais perdas de gravidez consecutivas.

Dois terços das pacientes com 3 abortos sucessivos têm sucesso em engravidar novamente, embora o número de fetos com baixo peso seja mais frequente.

48% das mulheres que abortam uma gravidez natural (não assistida), têm um novo aborto durante a gravidez posterior. Ao contrário, somente 7% das mulheres irão abortar se já houve gravidez a termo anteriormente.

Abortos sucessivos ocorrem em diferentes idades gestacionais na mesma mulher e estão associados a muitos fatores causais:

  • Causa Genética
  • Irregularidades uterinas
  • Alterações Hormonais
  • Doença auto-imune
  • Endometriose
  • Síndrome do Ovário Poliquistico
  • Tabaco, alcool e drogas

 

Como a Medicina Natural pode ajudar?

 

Estudos demonstram que a combinação de acupunctura com a fitoterapia chinesa e suplementos naturais pode ajudar a reduzir o risco de aborto.

 

A acupunctura pode reduzir o risco de aborto por:

Aumentar o fluxo de sangue aos ovários e assim permitir um melhor desenvolvimento folicular e gerar óvulos com maior qualidade.

Aumentar o fluxo de sangue aos testículos para melhorar a qualidade do esperma e assim optimizar a contribuição masculina para a qualidade do embrião.

Sustentar o feto, melhorando o fluxo sanguíneo para a placenta e prevenindo as contracções uterinas.

Regular os níveis hormonais, que por sua vez melhoram a função ovárica, a qualidade dos óvulos e os níveis adequados de progesterona.

Diminuir os níveis de stresse para prevenir contrações uterinas precoces.

O Programa Fertile Body sendo também um aliado na Reprodução Medicamente Assistida (FIV, ICSI, IIU), passa neste caso pelos tratamentos de acupuntura, aumentando assim as probabilidades de sucesso:

  • Optimizando as probabilidades de implantação do embrião no útero
  • Optimizando a gravidez de termo evitando partos prematuros
  • Reduzindo o stress durante todo o processo de FIV
  • Minimizando os sintomas associados à da medicação num tratamento medicamente assistido

 

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