Segundo a “American Society for Reprodutive Medicine” a Endometriose é uma condição comum que afeta mulheres durante a sua fase reprodutiva. Ocorre quando as células que compõem o endométrio se implantam fora da cavidade uterina, e se ligam a outros órgãos (peritoneu, ovários, bexiga, intestinos, diafragma, etc.) começando a crescer. Este tecido endometrial deslocado provoca irritação na pélvis podendo levar a dor e infertilidade.
Os locais mais comuns para a ocorrência são o útero (adenomiose) e os ovários (quando se formam quistos denominados endometriomas ou quistos de chocolate). Os casos mais graves são os que levam a pneumotórax ou derrame pleural nas formas pulmonares de endometriose. Os especialistas ainda não chegaram a conclusões sobre quais as causas que determinam a doença. A gravidade e o progresso da endometriose é altamente imprevisível. Estima-se que que acima de 10% das mulheres em idade reprodutiva (entre 20 e 40 anos) sejam portadoras da doença. A endometriose pode afetar mulheres que tenham sido mães e pode ocorrer desde a adolescência até à idade adulta. A endometriose pode ser encontrada em 24-50% dos casos de infertilidade e em mais de 20% mulheres que tenham queixa de dor pélvica crónica. De acordo com as estatísticas cientificamente comprovadas, o tempo médio para o diagnóstico da doença varia entre 8 a 11 anos e o número médio de médicos visitados é aproximadamente 7. Fonte: endometriosis.org
SINTOMAS
O maior sintoma da Endometriose é a Dor. Apresenta-se sob diversas formas, dependendo da extensão e da localização da doença:
- Menstruação dolorosa (dismenorreia), com coágulos, e com ciclos anormalmente longos ou irregulares.
- Cólicas intensas sobretudo durante a menstruação. Com alterações do trânsito intestinal, especialmente diarreia, e menos frequentemente obstipação.
- Dor no acto sexual (dispareunia), profunda e muito intensa no caso de endometriose recto-vaginal.
- Dor durante a evacuação ou a micção (disúria).
- Dor pélvica.
- Dor lombar.
Outros sintomas que podem estar associados:
- Menstruações abundantes (menorragias), especialmente associadas à adenomiose.
- Ovários inchados.
- Distensão abdominal.
- Fadiga
- Depressão
CAUSAS DA ENDOMETRIOSE
Muitas são as teorias para a causa da endometriose, no entanto ainda não se encontrou a verdadeira causa nem se conseguiu explicar o porquê de tal acontecimento. Existem portanto diferentes factores que podem levar à endometrioses, na visão da Medicina Convencional.
– Predisposição genética
A endometriose tem uma grande componente genética. As hipóteses aumentam em 8-10% pelo simples facto de haver um familiar com o mesmo problema (mãe ou irmã).
– Teoria do fluxo menstrual retrógrado
O fluxo menstrual flui em direção às trompas de falópio e entra na cavidade pélvica. Esta teoria está a decair pois quase todas as mulheres apresentam menstruação retrograda e apenas 10% desenvolve endometriose.
– Baixa progesterona e predomínio do estrogénio
A dominância/predomínio do estrogénio e a deficiência de progesterona (hormonas reprodutivas femininas) têm sido associados ao desenvolvimento da endometriose. O estrogénio estimula fortemente o seu desenvolvimento mas não é a causa.
– Factores Imunológicos
O sistema imunitário pode ser o responsável pela inflamação das lesões e promover o seu crescimento. Havendo portanto a ideia de que a endometriose é causada por uma disfunção do sistema imunitário, e muitos estudo a caracterizam por uma doença auto-imune.
– Stress Oxidativo
A endometriose está ainda relacionada com problemas digestivos. Acima de 90% das portadoras de endometriose experienciam sintomas no intestino. Ao mesmo tempo problemas digestivos podem piorar a endometriose.
A endometriose é primariamente uma doença inflamatória, não uma condição hormonal.